Cuidar do coração da criança é entender as particularidades de cada fase, do recém-nascido ao adolescente. A cardiologia pediátrica acompanha esse desenvolvimento, diferencia variações próprias da infância das alterações que precisam de investigação ou acompanhamento e ajuda a esclarecer as dúvidas da família. A Dra. Bruna Carapeba realiza esse cuidado em Moema, São Paulo, e em Presidente Prudente.

Atuação em cardiologia e ecocardiografia pediátrica e fetal
Dra. Bruna Carapeba · CRM 129162/SP · RQE 71317 (Pediatria) · RQE 713171 (Cardiologia Pediátrica)
Foto de cardiologia pediátrica

Por que o coração da criança não é igual ao do adulto?

O coração da criança tem características próprias em cada fase do crescimento. Da vida fetal à adolescência, mudam a frequência cardíaca, o tamanho do coração e diversos parâmetros utilizados na interpretação dos exames. Por isso, a avaliação cardiológica infantil precisa considerar a idade: alguns achados que seriam considerados alterações no adulto podem ser esperados na criança.

Um exemplo é a arritmia sinusal respiratória, muito comum na infância. O coração pode acelerar durante a inspiração e desacelerar na expiração, sem que isso represente uma doença. Da mesma forma, algumas alterações estruturais diagnosticadas na infância podem ser pequenas, não causar repercussão e apresentar redução ou resolução espontânea ao longo do crescimento.

As cardiopatias congênitas também têm apresentações e gravidades muito diferentes. Cerca de 1 em cada 100 crianças nasce com uma cardiopatia congênita, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, e grande parte pode ter uma vida habitual, com atividades e desenvolvimento compatíveis com a idade, dependendo do diagnóstico e do acompanhamento necessário.

Entender essas diferenças também faz parte do cuidado. Na consulta, a Dra. Bruna explica os achados em linguagem clara e, quando necessário, desenha o coração para mostrar onde está a alteração. O desenho é entregue à família junto com as orientações, para que ela saia não apenas com um diagnóstico, mas entendendo o que ele significa.

Quando procurar a cardiologia pediátrica, por fase

Na maioria das vezes, é o pediatra quem encaminha, mas não é necessário ter encaminhamento para procurar o cardiologista pediátrico. A avaliação também não significa que exista uma doença: muitas vezes, o objetivo é esclarecer um achado, avaliar um sintoma ou confirmar que está tudo bem.

No recém-nascido e no bebê, podem indicar avaliação do sopro, cansaço ou dificuldade durante as mamadas, respiração acelerada, coloração arroxeada dos lábios, dificuldade para ganhar peso ou alterações identificadas ainda durante a gestação.

Na primeira infância e na idade escolar, são frequentes as avaliações por sopro, palpitações, dor no peito, desmaios e também antes de cirurgias ou da prática de atividades físicas e esportivas.

Na adolescência, além desses motivos, merecem atenção os sintomas relacionados ao esforço e o histórico familiar de cardiopatias, arritmias, cardiomiopatias ou morte súbita em pessoas jovens.

Em qualquer idade, a avaliação também pode ser indicada para crianças com cardiopatias congênitas, síndromes genéticas associadas a alterações cardiovasculares ou antes e durante o uso de determinadas medicações, como em algumas crianças com TEA ou TDAH.

Em todas as fases, a história da criança e da família faz parte da avaliação, já que algumas doenças cardiovasculares podem ter componente hereditário.

Cada um desses temas tem uma página própria, com informações sobre sopro no coração, arritmias, cardiopatias congênitas, síndromes genéticas, coração no TEA e TDAH, avaliação para atividade física e esporte e síndrome genética.

Como é a consulta, passo a passo

A consulta começa pela história da criança e da família, antes de qualquer exame. A Dra. Bruna realiza o exame físico e, a partir dessa avaliação, define quais exames são necessários. Com crianças pequenas ou mais agitadas, parte do exame pode acontecer durante a própria conversa, respeitando o tempo e a adaptação de cada uma.

Quando indicado, o ecocardiograma é realizado pela própria Dra. Bruna, no mesmo atendimento. A criança pode acompanhar o coração na tela e, quando ajuda, ouvir música para tornar o momento mais tranquilo. O eletrocardiograma costuma ficar para o final, quando a criança já está mais familiarizada com a médica e com o ambiente.

Quando necessários, ecocardiograma e eletrocardiograma podem ser realizados no mesmo dia da consulta, evitando novos deslocamentos e permitindo integrar a história clínica, o exame cardiovascular e os resultados dos exames na definição da conduta. Entenda melhor o ecocardiograma infantil e o eletrocardiograma.

Ao final, a Dra. Bruna explica os achados em linguagem clara e orienta os próximos passos. Quando necessário, desenha o coração para facilitar a compreensão e entrega as orientações à família. Se a criança foi encaminhada por outro médico, o laudo e a conduta podem ser compartilhados para manter a continuidade do cuidado.

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O sopro, a porta mais comum

O sopro é um dos motivos mais frequentes de encaminhamento ao cardiologista pediátrico, e vale reforçar o essencial: sopro não é diagnóstico. É um som produzido pela passagem do sangue pelo coração e que precisa ser interpretado dentro do contexto de cada criança. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a maioria dos casos corresponde ao chamado sopro inocente, relacionado ao fluxo normal do sangue e sem alterações estruturais no coração. Em outros casos, o sopro pode estar associado a uma cardiopatia congênita, incluindo pequenas comunicações entre as cavidades cardíacas, algumas com possibilidade de redução ou resolução espontânea ao longo do crescimento.

Muitos sopros são percebidos pela primeira vez durante episódios de febre ou infecções, quando o aumento da frequência cardíaca pode torná-los mais audíveis. A avaliação serve justamente para diferenciar essas situações e permitir que a família saia sabendo se o sopro é inocente ou se existe alguma alteração que precise de acompanhamento.

A página sobre o sopro no coração explica com mais detalhes quando investigar e como é feita a avaliação.

Cardiopatia congênita, do feto ao adulto

O cuidado das cardiopatias congênitas pode começar ainda durante a gestação e continuar ao longo de toda a vida. O ecocardiograma fetal permite avaliar o coração do bebê antes do nascimento e, quando uma cardiopatia é identificada, a consulta de orientação ajuda a família a compreender o diagnóstico e os próximos passos. O obstetra permanece como referência do pré-natal e, quando necessário, a gestante é encaminhada para um centro especializado. Após o nascimento, o acompanhamento segue com a cardiologia pediátrica.

Esse cuidado pode continuar na vida adulta. Mesmo após uma correção ou procedimento realizado na infância, algumas cardiopatias congênitas precisam de acompanhamento ao longo da vida, pois novas necessidades podem surgir com o passar dos anos. Conhecer a anatomia original do coração, os tratamentos realizados e sua evolução é parte importante desse segmento.

Veja a cardiologia fetal, a cardiopatia congênita infantil e a cardiopatia congênita no adulto.

Quem encaminha e como funciona a devolutiva

A maioria das crianças chega por indicação do pediatra, enquanto as gestantes costumam ser encaminhadas pelo obstetra ou pela medicina fetal. O objetivo é esclarecer a dúvida que motivou a avaliação e compartilhar com o médico que encaminhou os achados, o laudo e as orientações necessárias para a continuidade do cuidado.

Quando há necessidade de acompanhamento cardiológico, ele acontece de forma integrada aos profissionais que já acompanham a criança ou a gestante. Se forem necessárias outras especialidades ou avaliação em um centro de referência, a família recebe a orientação e o encaminhamento de acordo com cada caso.

A página para o médico encaminhador detalha esse fluxo e a comunicação entre os profissionais.

A avaliação com a Dra. Bruna Carapeba

A medicina faz parte da história da Dra. Bruna Carapeba desde a infância. Filha de médico, cresceu acompanhando uma forma de cuidar baseada na proximidade com o paciente, na escuta e na conversa, princípios que hoje leva para o consultório.

São mais de 13 anos dedicados à Cardiologia Pediátrica, com formação pelo InCor (FMUSP), e mais de 10 mil ecocardiogramas realizados. Sua formação em Ecocardiografia Pediátrica e Fetal foi realizada na Beneficência Portuguesa e no HC-FMUSP.

Quando indicado, o ecocardiograma é realizado pela própria Dra. Bruna, permitindo integrar a história da criança, o exame cardiovascular e os achados do exame em uma mesma avaliação, para definir o diagnóstico e orientar os próximos passos.

Foto da Dra. Bruna

Perguntas frequentes sobre a cardiologia pediátrica

Na maioria das vezes, não. O sopro é um achado comum na infância e muitos são inocentes, sem alterações estruturais no coração. A avaliação cardiológica ajuda a esclarecer a causa do sopro e definir se a criança precisa de acompanhamento ou pode seguir sua rotina normalmente.

Não. Algumas cardiopatias precisam apenas de acompanhamento, enquanto outras podem apresentar redução ou resolução espontânea ao longo do crescimento. A necessidade de cirurgia ou outro procedimento depende do tipo de alteração, de sua repercussão e da evolução de cada criança.

Depende da cardiopatia. Algumas alterações, mesmo após corrigidas na infância, precisam de acompanhamento ao longo da vida. Nesses casos, o seguimento continua na vida adulta, com atenção às particularidades de quem nasceu com uma cardiopatia congênita.

Sim. Quando indicados, o eletrocardiograma e o ecocardiograma podem ser realizados no mesmo atendimento da consulta, tanto em Presidente Prudente quanto em São Paulo. Esse formato facilita a rotina da família e permite integrar a história da criança, o exame cardiovascular e os resultados dos exames em uma única avaliação.

Também é possível agendar somente os exames, sem consulta cardiológica.

Atuação em cardiologia e ecocardiografia pediátrica e fetal
Dra. Bruna Carapeba · CRM 129162/SP · RQE 71317 (Pediatria) · RQE 713171 (Cardiologia Pediátrica)